De 24 a 27 de junho de 2026, a PUC-Campinas será palco de quatro dias intensos de conhecimentos científicos em Psicologia Positiva. O foco estará na ciência, nas práticas embasadas e nos encontros. Um espaço para aprender, compartilhar e aprofundar nas novas perspectivas científicas do florescimento humano.
Participe das atividades científicas de uma programação completa: com conferências de pesquisadores de referência internacional e nacional, cursos, simpósios e a apresentação de trabalhos científicos.
O VI Congresso Brasileiro de Psicologia Positiva em 2026, traz como tema “Compromisso ético, profissional e científico na PP”, reforçando o compromisso da área em unir o rigor científico às práticas que impactam positivamente indivíduos, organizações e comunidades.






O Congresso acontece ao longo de quatro dias intensos, reunindo pesquisadores, profissionais e estudantes de todo o país.
A programação tem início com uma agenda dedicada a cursos pré-congresso, realizados em dois turnos, que somam, em média, 15 atividades voltadas à atualização e ao aprofundamento de temas específicos. Ao final deste primeiro dia, após uma jornada de muito aprendizado, ocorre a cerimônia oficial de abertura, que conta sempre com a presença de um renomado palestrante internacional, seguida de uma confraternização por adesão, momento especial de integração entre os participantes.
Nos dias seguintes, o corpo do congresso é marcado por uma programação científica diversificada, que contempla:
Apresente sua pesquisa e compartilhe conhecimento!
Valores expressos em reais.
Todos os participantes têm direito a um curso gratuito. A partir do segundo curso o valor é de R$ 150.
Dados para pagamento da sua inscrição no PIX:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOLOGIA POSITIVA
PIX: CNPJ/MF sob nº 19.810.606/0001-10
Entre em INSCREVA-SE faça seu cadastro, e após envie seu comprovante de pagamento para o e-mail inscricoes@abev.com.br (para que seja finalizada sua inscrição na plataforma).
Campinas recebe o Congresso Brasileiro de Psicologia Positiva em um destino que une ciência, qualidade de vida e acolhimento. A cidade se destaca como polo acadêmico e tecnológico, conectada ao país inteiro e repleta de espaços culturais, áreas verdes e gastronomia diversa.
O encontro será realizado na PUC-Campinas - Campus II, instituição reconhecida pela formação humanista e pela produção científica que valoriza o desenvolvimento integral das pessoas. Sua infraestrutura moderna e acolhedora oferece o ambiente ideal para debates, aprendizagens e conexões.
A Olivas Clube de Viagens tem uma estratégia especial para o bem atender dos congressistas. Conte com esse serviço que tem como objetivo congregar os participantes e ofertar conforto.
contato@clubeolivas.com.br
(51) 99887-1288
Além de fortalecer a Psicologia Positiva no Brasil, você também:
Acesso a materiais
Terá acesso a diversos materiais, como artigos e apresentações de congressos (conferências, cursos etc.);
Descontos em eventos
Terá desconto em eventos promovidos pela Associação.
Obs.: Valores da anuidade reajustados em de 01.01.2026
Para tornar-se um membro da ABP+, basta clicar no link abaixo e preencher o formulário:
ASSOCIE-SE AQUI
PLATAFORMA DE SUBMISSÃO - O sistema estará no link disponível na página website do Congresso de 01 de fevereiro às 12h até 20 de março de 2026.
Prazo para submissão de trabalhos: 20/03/2026 - 23h59
Divulgação dos trabalhos aprovados: 17/04/2026
Prazo pagamento da inscrição trabalhos aprovados: 30/04/2026
- Apresentação oral - apresentação individual, em 10 minutos, de resultados de pesquisa em Psicologia Positiva.
- Pôster - apresentação de resultados de pesquisa ou práticas profissionais em Psicologia Positiva exposto em pôster de 90 cm de largura x 100 cm de altura.
- Mesa Redonda - apresentações sobre um mesmo tema de Psicologia Positiva por um grupo de três ou quatro pessoas, sendo uma delas a proponente da mesa. Os participantes apresentam trabalhos que, em conjunto, permitem uma discussão aprofundada sobre um tema de Psicologia Positiva (não necessariamente trabalhos que contenham resultados de pesquisas realizadas por eles). O(a) proponente será o(a) coordenador(a) da mesa. O(A) proponente deve ter, pelo menos, o título de Mestre(a). A mesa deve ser composta por membros de, pelo menos, duas instituições diferentes. O tempo total para a mesa será de uma hora e meia (1h30). O coordenador da mesa deverá organizar o tempo das apresentações a fim de permitir 15 minutos para interação com a plateia.
- Simpósio - apresentações de resultados de pesquisas de Psicologia Positiva sobre um mesmo tema por um grupo de três ou quatro pessoas, sendo uma delas a proponente do Simpósio. Os participantes apresentam resultados de pesquisas recentes conduzidas por eles, que sejam complementares e referentes a um mesmo tema. O(A) proponente será o(a) coordenador(a) do simpósio, ele(a) e os demais membros devem ter o título de Doutor(a) e devem ser provenientes de, pelo menos, duas instituições diferentes. O tempo total para o Simpósio será de uma hora e meia (1h30). O coordenador do Simpósio deverá organizar o tempo das apresentações a fim de permitir 15 minutos para interação com a plateia.
- Relato de atuação profissional da Psicologia Positiva - Esta atividade tem como objetivo apresentar aos participantes do VI CBPP a exposição de programas, projetos e propostas com ideias e possíveis soluções/sugestões de diversas áreas da Psicologia para a promoção de saúde, bem-estar e qualidade de vida tanto para o setor público quanto privado. Os trabalhos inscritos devem ter sido concluídos, conduzidos pelas(os) autoras(es) e equipe (se for o caso) e devem evidenciar práticas relevantes em Psicologia, seja por sua originalidade, pelo público-alvo, pela promoção de direitos de pessoas marginalizadas ou em situação de vulnerabilidade, ou pela solução de problemas específicos de um grupo, comunidade ou instituição. Cada autor(a) poderá inscrever apenas 02 (dois) trabalhos nessa categoria. Os trabalhos selecionados serão apresentados por uma(um) das(os) autoras(es) como parte de sessões compostas por até quatro apresentações do tipo, com duração máxima de 15 minutos para cada apresentação. Além da apresentação, caso as(os) autores(as) desejem, podem levar outros materiais para distribuir ao público, como cartilhas.
- São permitidas até três submissões por participante. Aquele que submete é chamado proponente da proposta de apresentação. Não há limite para colaborações/coautoria em submissões de outros proponentes.
- Para realizar as submissões o participante deve estar inscrito no evento (não necessariamente ainda ter efetuado o pagamento). Possíveis coautores de trabalhos submetidos não necessitam efetuar a inscrição no evento, apenas o proponente precisa estar inscrito para apresentar no congresso.
- As submissões devem ser efetuadas via sistema, na área restrita do inscrito.
- No sistema, o proponente preencherá informações sobre título, resumo, palavras-chave, autores e filiações dos autores. Propostas de mesas redondas e simpósios devem ter mais de dois resumos, além de um resumo geral.
- Cada submissão deve conter: Título (de até 15 palavras); Resumo (de 250 a 300 palavras), Palavras-chave (de três a cinco), indicação da área temática (ver seção de áreas temáticas do congresso) e forma de apresentação.
- Os resumos devem ser escritos em um único parágrafo, terem entre 250 e 300 palavras, não devem conter referências e devem seguir a seguinte estrutura: introdução, objetivo, método, resultados, conclusões.
- Para as propostas de Mesas redondas e os Simpósios apenas o proponente deve inserir informações no sistema. Uma proposta de Mesa ou Simpósio deve conter os resumos dos trabalhos a serem apresentados (incluindo título, autores e filiação institucional). Além dos resumos dos trabalhos a serem apresentados (três ou quatro), a proposta deve conter um resumo geral sobre a mesa, de 250 a 300 palavras. Esse resumo geral deve ressaltar a relevância da Mesa/Simpósio, os objetivos dos trabalhos que serão apresentados e as conclusões.
- Quando o proponente da Mesa/Simpósio também for apresentador na Mesa/Simpósio, ele(a) deve atentar-se que precisará elaborar dois resumos: um resumo geral da Mesa/Simpósio e outro da sua apresentação.
Importante:
Não é obrigatório realizar o pagamento da inscrição para submeter o trabalho.
Se o trabalho for aceito e o proponente queira que ele esteja na programação e nos anais do congresso, ele deve realizar a inscrição até o dia 30/05/2026.
Confiram o trabalho e as informações solicitadas antes do envio final a fim de evitar erros, não serão aceitos ajustes após o término do prazo para submissão. Por exemplo, confira a titulação exigida dos proponentes e apresentadores para a proposta selecionada (por exemplo, nos Simpósios todos os proponentes devem ser doutores)
As propostas devem ser inseridas no formulário on-line acessado por meio da sua área restrita. Após a inscrição no evento, o sistema abrirá a opção para submissão dos trabalhos. Preencha os campos solicitados como tipo de apresentação, título, área temática, autores e resumo.
1. Acesse o sistema de temas livres do ABP+ 2026 com seu login e senha
2. Inclua as informações do(s) trabalho(s) nos campos indicados.
3. Clique em “Salvar rascunho” para inserir o resumo no sistema e ainda realizar alterações até o prazo final de submissões, ou clique em “Submeter” para enviar o trabalho para o congresso. Atenção! Lembre-se de clicar em “Submeter” quando quiser enviar o trabalho para o congresso.
Importante:
O conteúdo de cada uma das suas propostas deve estar em um documento que será anexado no sistema de submissão.
Os proponentes de Simpósios e Mesas Redondas devem anexar, em um único arquivo referente à proposta, o Resumo da proposta e os Resumos dos trabalhos que a compõe (incluindo seus títulos e autores).
Bem-Estar, Felicidade e Seus Correlatos: Estudos que exploram as definições, medidas e fatores que estão relacionados ou contribuem para o bem-estar.
Criatividade e Inovação: Estudos que exploram a relação entre a Psicologia Positiva e os processos de criatividade e inovação, tanto em indivíduos quanto em organizações.
Engajamento e Flow: Estudos focados em compreender e medir o estado de flow e o engajamento e como essas experiências contribuem para a saúde e bem-estar.
Forças Pessoais: Estudos que exploram as definições, medidas e fatores concernentes às forças pessoais e outras diferenças individuais que contribuem para uma vida plena e saudável.
Intervenções em Psicologia Positiva: Estudos sobre intervenções desenhadas para promover aspectos positivos do funcionamento humano, como programas de gratidão, intervenções de força pessoal, entre outros.
Mindfulness e Atenção Plena: Estudos sobre a prática da atenção plena e suas relações com a saúde e bem-estar.
Psicologia Positiva Aplicada: Estudos sobre a aplicação da Psicologia Positiva para a melhoraria de contextos específicos, como clínica, educação, organizações, saúde, esportes.
Relacionamentos Positivos: Estudos sobre relacionamentos interpessoais e suas contribuições para a saúde e bem-estar, incluindo amizades, amor e família.
Psicologia Positiva, Inclusão e Justiça Social: Estudos que abordem temáticas relacionadas a acessibilidade e populações específicas e/ou minorizadas, enfatizando a promoção de direitos humanos e justiça social.
Sustentabilidade e Bem-Estar Ambiental: Estudos que abordam a intersecção entre Psicologia Positiva, sustentabilidade e a promoção de comportamentos que apoiam a saúde do planeta e o bem-estar humano.
Tecnologias Positivas: Estudos sobre como as tecnologias digitais podem ser usadas para promover o bem-estar, incluindo aplicativos de saúde mental, plataformas de mindfulness e jogos sérios.
Outras áreas: Caso nenhuma das áreas acima contemple o seu trabalho, submeta como outras áreas.
Dúvidas, entre em contato com a Secretaria Executiva, através dos contatos abaixo:
ABEV Inteligência e Personalização de Eventos
E-mail: temaslivres@abev.com.br
WhatsApp: (11) 96610-4503

Presidente

Vice-presidente

Primeira Secretária

Segundo Secretário

Primeira Tesoureira

Segundo Tesoureiro
































Estudantes de Graduação Sócios ABP+ e Estudantes de Graduação PUC Campinas.
Inscrições em grupos de 10 pessoas ou mais, terão 10% de desconto + 1 inscrição para o líder do grupo (pagamento no pix até 30.04).
Para organização dos grupos, entrar em contato com o setor de inscrições.
Maura Andreia Rocha
inscricoes@abev.com.br
WhatsApp 51 98910-4873
A inscrição concede direito à participação nas atividades do Congresso presencial e certificado. Todos os participantes terão direito a escolha de um curso pré-congresso.
Valores expressos em reais.
Os valores dos demais lotes serão informados à medida que forem liberados.
Lote 1 (28.02.26); Lote 2 (30.04.26); Lote 3 (15.06.26); Lote 4 (até local).
ORIENTAÇÕES:
Este Congresso segue a orientação:
ANVISA - através da Resolução RDC nº 96, de 17 de dezembro de 2008, alterada pela RDC 23 de 20 de maio de 2009.
CFM - parecer CFM 21/2018, de 18 de maio que determina dispositivo éticos e legais.
IMPORTANTE: Dúvidas de inscrições e pagamento, favor enviar por e-mail para inscricoes@abev.com.br.
A secretaria de atendimento aos inscritos estará aberta desde às 7 horas do dia 24.06 e o seu atendimento pode ser feito com ajuda da equipe de recepção ou, diretamente, no totem de autoatendimento.
Os documentos comprobatórios das categorias abaixo deverão ser anexados no momento da sua inscrição.
(1) Estudante de Pós-Graduação ABP+/PUC Campinas - cópia da carteira da instituição de ensino com data de validade, comprovante de matrícula atualizado ou declaração, em papel timbrado da instituição de ensino, informando o período que está sendo cursado.
(2) Estudantes de Graduação ABP+/PUC Campinas - cópia da carteira da instituição de ensino com data de validade, comprovante de matrícula atualizado ou declaração, em papel timbrado da instituição de ensino, informando o período que está sendo cursado.
Na falta desses documentos, será cobrada a diferença do valor pela categoria Profissionais Não Sócios ABP+, referente ao valor de inscrição do local, conforme a tabela de valores.
Observações:
Não serão aceitas inscrições enviadas por e-mail - utilizar somente o sistema de inscrições.
As inscrições serão aceitas em uma única categoria.
O recibo do pagamento será emitido, automaticamente, pelo sistema de inscrições do Evento e somente em nome do congressista, não havendo possibilidade de emissão de nota fiscal.
Guarde seu comprovante de pagamento em boleto, pois este servirá para confirmar sua inscrição. A Confirmação de sua inscrição será efetuada em até 05 dias após o pagamento.
Caso haja desistência da inscrição no Congresso, o congressista poderá solicitar o cancelamento dela ao setor de inscrições, por e-mail, e será reembolsado(a)
Solicitações até o dia 24/05/2026 terão reembolso de 50% da quantia efetivamente paga. Após esta data não serão aceitos pedidos de reembolso.
Somente o próprio congressista poderá solicitar, quando de direito, o reembolso do valor da inscrição.
O reembolso será realizado diretamente em conta corrente bancária que tenha o congressista como correntista.
A inscrição é intransferível.
Os certificados estarão disponíveis de forma on-line a partir do dia 07 de julho: através do site do congresso.
Em atendimento ao disposto na Lei n. 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - somente mediante o preenchimento do campo de acordo será possível a divulgação dos eventos futuros da ABEV e ABP+.
Amanda Londero dos Santos é professora do Instituto de Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e editora da revista Arquivos Brasileiros de Psicologia. Doutora em Psicologia e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental
RESUMO
A autoestima refere-se à avaliação global que a pessoa faz de si mesma e constitui um importante fator associado ao bem-estar psicológico, à saúde mental e à qualidade dos relacionamentos. Níveis persistentemente baixos de autoestima estão relacionados a padrões autocríticos rígidos, dificuldades emocionais e maior vulnerabilidade a problemas como depressão, ansiedade e sofrimento interpessoal. Estudos recentes indicam que processos cognitivos, como vieses de atenção e de memória, desempenham papel relevante na manutenção de dificuldades de autoestima, levando indivíduos a focarem seletivamente em informações negativas sobre si mesmos e a recordarem experiências de forma enviesada. Por outro lado, o desenvolvimento de uma autoestima mais estável e compassiva tem sido associado a maior bem-estar, resiliência e funcionamento psicológico saudável. Nesse contexto, este curso tem como objetivo apresentar fundamentos teóricos e estratégias práticas para o cuidado da autoestima em psicoterapia, oferecendo aos participantes ferramentas para compreender, avaliar e intervir em dificuldades relacionadas à autopercepção e ao autovalor. Ao final do curso, espera-se que os participantes sejam capazes de reconhecer processos cognitivos, emocionais e relacionais envolvidos na manutenção de problemas de autoestima e de aplicar estratégias clínicas voltadas à sua modificação. O curso abordará conceitos fundamentais sobre autoestima e autocrítica, modelos explicativos contemporâneos, avaliação clínica da autoestima, vieses cognitivos associados à autopercepção e intervenções utilizadas em psicoterapia. Serão apresentados exemplos de intervenções baseadas em evidências e um protocolo estruturado de cuidado da autoestima aplicável tanto em atendimentos individuais quanto em intervenções em grupo, incluindo exercícios cognitivos, atividades reflexivas e estratégias para fortalecimento de recursos pessoais e promoção do bem-estar. Espera-se que o curso contribua para o aprimoramento da prática profissional de psicólogos e estudantes de psicologia, ampliando repertórios de intervenção clínica e oferecendo subsídios para o cuidado da autoestima como elemento central na promoção do bem-estar e do desenvolvimento psicológico.
Professora, Pesquisadora e atual Pró-Reitora de Gestão com Pessoas da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Doutora em administração (UFRGS), mestre em saúde coletiva (UERJ), psicóloga (UFRJ) com formação em MBA em Recursos Humanos (USP/FIA). Larga experiência profissional em gestão estratégica de pessoas baseada em evidência e com foco em indicadores psicossociais laborais.
RESUMO
O burnout tem se consolidado como um dos principais desafios contemporâneos em saúde ocupacional, sendo reconhecido como fenômeno associado ao estresse crônico no trabalho. Atualmente, sua compreensão avança para além de uma visão individualizada, sendo entendido como resultado da interação dinâmica presentes no contexto laboral. Este curso apresenta uma abordagem fundamentada na Psicologia Positiva e no Modelo Job Demands-Resources (JDR), que explica como diferentes combinações entre demandas estressoras e recursos de trabalho podem gerar desfechos negativos, como o burnout, ou positivos, como o engajamento no trabalho. Serão discutidos fatores de risco psicossocial, além de vulnerabilidades individuais, como o perfeccionismo. E serão apresentados fatores de proteção psicossocial, destacando-se o engajamento no trabalho como principal indicador de saúde laboral. O curso também aborda avanços na avaliação psicológica do burnout, destacando instrumentos validados no Brasil que permitem diagnóstico mais preciso e monitoramento contínuo da energia laboral. Ao integrar teoria, evidências científicas e implicações práticas, a proposta é capacitar os alunos para identificar riscos, fortalecer fatores protetivos e estruturar intervenções organizacionais que promovam saúde laboral, desempenho sustentável e contextos de trabalho mais equilibrados e responsáveis.
Professora e Pesquisadora do Departamento de Pós-graduação de Psicologia da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Saúde, Processos Psicossociais e Trabalho (GPSPPT), Pesquisadora Produtividade 1-D.
Doutoranda e mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Direito da Criança e do Adolescente pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP-RS). Graduada em Licenciatura Plena em Educação Física pela UFRGS. Pesquisadora do Grupo de Estudos Socioculturais em Educação Física (GESEF/UFRGS) e do Grupo de Pesquisa Saúde, Processos Psicossociais e Trabalho (GPSPPT/PUCRS).
RESUMO
O lazer constitui um campo em permanente construção, frequentemente tratado como tempo residual, mas vivido como prática atravessada por negociações contínuas entre experiências de liberdade e múltiplos dispositivos de regulação. Desempenha papel relevante na distensão e na recomposição das tensões acumuladas no cotidiano, compondo modos de viver e de sustentar a experiência social. Nesse cenário, a corrida de rua emerge como um exemplo contemporâneo de lazer fisicamente ativo e socialmente significativo, no qual corpo, cidade, tecnologias (aplicativos, métricas, monitoramento) e sociabilidade se articulam, produzindo experiências que podem tanto favorecer cuidado e pertencimento quanto incorporar lógicas de performance e visibilidade. A partir do diálogo com a Psicologia Positiva, o curso introduz o lazer como experiência de sentido e fortalecimento psicológico, explorando como emoções positivas, engajamento, relacionamentos, sentido e realização se conectam a práticas de corrida e a rotinas de autocuidado. O objetivo é que os participantes sejam capazes de compreender o lazer como fenômeno relacional, reconhecer condições que sustentam experiências de bem-estar (incluindo estados de envolvimento profundo e satisfação intrínseca), identificar riscos de instrumentalização do lazer como mera gestão de fadiga e analisar como desigualdades de gênero, raça e classe atravessam o acesso ao tempo livre, produzindo formas restritas de “lazer cadeado”. O conteúdo abrange definições e controvérsias sobre lazer e trabalho, corrida de rua como prática sociotécnica, bem-estar e engajamento, redes de apoio social e diretrizes para planejar rotinas e intervenções de promoção do bem-estar em contextos pessoais e organizacionais. Ao final, o curso contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional ao qualificar a leitura crítica do lazer, ampliar repertórios de cuidado e apoiar escolhas de práticas sustentáveis de bem-estar ao longo da vida adulta.
RESUMO
Marcadores de Resiliência Infantil: a resiliência é a capacidade de adaptar-se de forma bem-sucedida diante de uma situação que ameace o funcionamento, o desenvolvimento e/ou a sobrevivência dos indivíduos. Dados os inúmeros desafios da sociedade moderna, a habilidade de apresentar flexibilidade e adaptações saudáveis têm sido valorizadas. Indiferente à relevância desta competência, há lacunas ainda presentes para os processos de avaliação e identificação da resiliência, notadamente, na infância. Visando colaborar com a ampliação das possibilidades de avaliação de potenciais adaptativos, foi desenvolvido o teste Marcadores de Resiliência Infantil. Este instrumento é apresentado em formato de vinhetas lúdicas, em formato de um teste de julgamento situacional, para crianças entre oito e 12 anos. Neste minicurso serão apresentados os estudos para o desenvolvimento dos testes, as investigações das qualidades psicométricas, os processos de aplicação e de interpretação dos resultados. Ainda serão apresentadas atualizações sobre o teste.
RESUMO
As medidas de bem-estar ocupam um lugar central na Psicologia contemporânea, orientando pesquisas, práticas profissionais e políticas públicas. No entanto, diferentes instrumentos avaliam concepções distintas de bem-estar, muitas vezes de forma implícita, refletindo modelos teóricos específicos que nem sempre correspondem às experiências vividas por indivíduos e grupos diversos. Este minicurso tem como objetivo promover uma análise crítica das medidas de bem-estar, examinando o que elas efetivamente avaliam, quais dimensões privilegiam e quais aspectos tendem a ser negligenciados ou tratados de forma tensionada. Ao longo do curso, os participantes serão convidados a refletir sobre a relação entre modelos teóricos e instrumentos psicológicos, compreendendo como escolhas conceituais impactam a mensuração de categorias como vínculos, saúde física e mental, trabalho, espiritualidade, entre outros. Ao final do minicurso, espera-se que os participantes sejam capazes de identificar pressupostos teóricos subjacentes às principais medidas de bem-estar, analisar criticamente sua adequação a diferentes contextos e populações, e reconhecer lacunas conceituais relevantes para o avanço da avaliação psicológica. O conteúdo abordará fundamentos conceituais do bem-estar, análise comparativa de instrumentos, critérios psicométricos e desafios éticos na avaliação de construtos complexos e socialmente situados. Conclui-se que o minicurso contribui para o desenvolvimento profissional ao fortalecer uma prática avaliativa mais reflexiva, teoricamente coerente e socialmente sensível, ampliando a capacidade dos participantes de avaliar o bem-estar em diferentes contextos e situações. Ademais, o curso fomenta a reflexão crítica sobre a necessidade de construção de medidas de bem-estar sensíveis às experiências vividas e com efetiva contribuição para a avaliação psicológica em contextos clínicos, organizacionais, educacionais e comunitários.
RESUMO
O minicurso tem como objetivo apresentar e discutir referenciais teóricos, modelos de mensuração e estratégias de intervenção voltadas ao desenvolvimento positivo no contexto esportivo. Partindo dos modelos clássicos de Desenvolvimento Positivo de Jovens no Esporte, o curso aborda concepções que compreendem o esporte como um ambiente potencialmente promotor de competências pessoais, sociais e emocionais, desde que sustentado por práticas pedagógicas intencionais e contextos relacionais e psicológicos seguros. Serão discutidos, modelos amplamente difundidos na literatura internacional, como os modelos dos Cinco Cs do Desenvolvimento Positivo e da Transferência de Habilidades para a Vida, com ênfase nos processos psicológicos que explicam como aprendizagens construídas em contextos esportivos podem ser generalizadas para outros domínios da vida. Embora a literatura se concentre majoritariamente na juventude, o curso amplia essa discussão para diferentes ciclos da vida, explorando evidências e potencialidades do desenvolvimento positivo na adultez e no esporte master. Adicionalmente, o curso dedica atenção especial aos processos de avaliação psicológica, apresentando instrumentos, desafios psicométricos e critérios de validade cultural e contextual, bem como modelos de intervenção que incorporam a perspectiva do desenvolvimento positivo e consciência crítica, destacando o papel do esporte na reflexão sobre desigualdades, relações de poder e justiça social. Nessa perspectiva, é proposto uma visão ampliada do desenvolvimento positivo no esporte, articulando avaliação, intervenção e compromisso ético com o desenvolvimento humano ao longo da vida.
Psicólogo. Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo. Coordenador e Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUC-Campinas.
RESUMO
A scoping review é uma estratégia metodológica de revisão de literatura voltada ao mapeamento sistemático de evidências, identificação de lacunas de pesquisa e análise da extensão, variedade e características da produção científica sobre determinado tema. Diferentemente das revisões sistemáticas tradicionais, que buscam responder a perguntas altamente específicas, a scoping review permite explorar campos emergentes ou ainda pouco consolidados, sendo particularmente relevante para áreas em expansão, como a Psicologia Positiva. No contexto atual, marcado pela crescente demanda por intervenções baseadas em evidências, especialmente no campo da saúde, da educação e do trabalho, compreender como estruturar, conduzir e relatar esse tipo de revisão torna-se uma competência metodológica estratégica para pesquisadores e profissionais. Assim, esse curso objetiva apresentar os fundamentos epistemológicos e metodológicos da scoping review, bem como o passo a passo a ser aplicado no planejamento e na execução desse tipo de estudo em Psicologia, com foco aplicado na Psicologia Positiva. Ao final, espera-se que os participantes sejam capazes de formular perguntas de pesquisa adequadas, definir critérios de elegibilidade, estruturar estratégias de busca, organizar processos de seleção e extração de dados e sintetizar resultados de forma clara e rigorosa. O conteúdo abordará: fundamentos das revisões de escopo; etapas metodológicas; elaboração de protocolo; construção de estratégias de busca; critérios de inclusão e exclusão; fluxograma de seleção; utilização da plataforma Rayyan; análise e síntese de resultados; e diretrizes de relato. Como exemplo aplicado, será apresentado o estudo “The use of positive psychology in studies with healthcare professionals: scoping review and implications for professional support”. O curso contribuirá para o desenvolvimento de competências em pesquisa, fortalecendo a produção científica e a prática profissional orientada por evidências.
Psicóloga, Mestre em Psicologia Escolar e Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Estágio Pós-doutoral na Universidade do Minho, Portugal. Docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Psicologia da Universidade São Francisco. Bolsista Produtividade em Pesquisa 1A do CNPq.
RESUMO
A Psicologia Positiva ainda é uma área recente de pesquisa e aplicação e que precisa de contínuos investimentos de pesquisas. No Brasil, especialmente nas últimas duas décadas, foi crescente o número de publicações científicas que apresentavam resultados de construção de instrumentos e de buscas de evidências de validade para as escalas, assegurando suas qualidades psicométricas. Assim, com vistas a instrumentalizar os profissionais de Psicologia nos variados contextos de atuação, este minicurso tem como objetivo conceituar forças de caráter, retomando seus pressupostos teóricos e os achados de pesquisa, e apresentar os instrumentos de medida para as diferentes faixas etárias. Os instrumentos foram construídos no Brasil, com base no conceito de Values in Action e foram demonstradas as qualidades de suas medidas. O conceito de Forças de Caráter (ou Forças Pessoais, tradução utilizada para o português) surgiu no início dos anos 2000 e se compôs por um rol de construtos psicológicos, antes não valorizados pela ciência e prática psicológica. Elas receberam diferentes definições ao longo dos anos e, mais contemporaneamente, são definidas como são características positivas de personalidade, que geram processos de engajamento e realização, melhores relacionamentos interpessoais e geram bem-estar. A estrutura do minicurso será dividida em dois momentos principais. Inicialmente, haverá uma fundamentação teórica robusta, retomando os pressupostos conceituais e os achados das pesquisas mais recentes na área. Na sequência, serão apresentados detalhadamente os instrumentos de medida desenvolvidos e adaptados para a realidade brasileira, abrangendo diferentes faixas etárias — do público infantil ao adulto. Serão discutidas as propriedades técnicas dessas ferramentas, os procedimentos de aplicação e, sobretudo, as diretrizes para a interpretação dos resultados, visando uma intervenção baseada em evidências que potencialize as virtudes humanas.
RESUMO
O objetivo deste curso é apresentar técnicas e instrumentos que permitam avaliar e intervir nas áreas da Saúde e da Educação, utilizando os preceitos da Psicologia Positiva (PP). Especificamente, o curso irá detalhar instrumentos que demonstram ter evidências de validade, destinados à avaliação de construtos típicos da PP. Além disso, o curso irá explorar modelos de intervenção em Psicologia Positiva aplicados aos campos da saúde e da educação e exemplos práticos de protocolos que já foram descritos na literatura nacional e internacional. A abordagem incluirá uma revisão das evidências científicas que sustentam a eficácia dessas intervenções, oferecendo uma visão sobre como e por que essas práticas funcionam. O curso também destacará os resultados de pesquisas desenvolvidas pela ministrante, que possui experiência na aplicação da PP em contextos de Saúde Positiva e Educação Positiva. Outro aspecto importante a ser discutido será a evolução histórica da PP, com ênfase nas três ondas que a caracterizam. A primeira onda focou na valorização de aspectos positivos do indivíduo. A segunda onda introduziu a discussão sobre a complexidade das interações entre fatores considerados positivos e negativos. A terceira onda busca integrar esses conhecimentos em contextos culturais e sociais mais amplos, tendo como referência uma visão menos autocentrada e utilitarista do bem-estar. Nessa perspectiva, ao discutir a evolução da PP, o curso busca problematizar, em termos éticos e sociais, o uso de construtos positivos em práticas não acadêmicas e apresentar evidências de que intervenções envolvendo construtos positivos podem ter efeitos desfavoráveis às pessoas ou à sociedade, quando descontextualizadas. Por fim, o curso também aborda o futuro da Psicologia Positiva, considerando, a partir de seus caminhos e desafios, como essa área pode continuar a contribuir de maneira significativa para a Saúde e Educação, sempre baseada em evidências científicas e em práticas inovadoras e eficazes.
Pesquisador independente e Psicólogo clínico. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), com período de intercâmbio na Universidade de Milão (UNIMIA). Formação em MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Pós-graduação em Psicologia Positiva pela Universidade Cândido Mendes (UCAM). Licenciatura e Bacharelado em Psicologia pela Faculdade de Ciências Médicas e Paramédicas Fluminense - SEFLU.
RESUMO
A felicidade é um tema de interesse multidisciplinar, gerando cada vez mais pesquisas. Investigada por meio de diversos instrumentos, a felicidade revela uma complexidade desafiadora para ser dimensionada por um único método de avaliação. Nesse sentido, o curso visa expandir a visão tradicional desse construto essencial para a vida em sociedade. O curso explora o estudo contemporâneo da felicidade, examinando as pesquisas e definições variadas que envolvem esse tema. O objetivo é apresentar e debater as diferentes pesquisas internacionais e nacionais sobre felicidade, destacando as interpretações variadas de acordo com contextos geográficos, idiomáticos e culturais. Adicionalmente, compreender as origens filosóficas que alicerçam os instrumentos psicométricos mais utilizados e o consequente desafio de contemplar plenamente as nuances da felicidade. Em seguida, serão explicitadas as implicações conceituais envolvidas nas investigações. O conteúdo abrange a apresentação de pesquisas, a análise crítica das metodologias e a importância do contexto nas definições de felicidade. Será discutido como a percepção de felicidade varia entre países e idiomas, como a metodologia empreendida pode modular os resultados e como uma abordagem local à luz da Psicologia pode oferecer uma compreensão mais precisa e relevante. Ao final do curso, os participantes estarão aptos a reconhecer a importância de uma visão contextualizada da felicidade, aplicando esse conhecimento em suas práticas profissionais e pessoais. Visando uma compreensão mais crítica e abrangente, o curso promove o desenvolvimento pessoal e profissional, incentivando uma reflexão profunda sobre o conceito de felicidade e sua aplicação prática em diferentes contextos. Esta perspectiva ampla e contextualizada auxiliará os participantes a interpretar pesquisas e a aplicar os conceitos de felicidade de maneira mais eficaz em sua atuação em pesquisa ou prática clínica.
Docente do curso de graduação e pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Pós doutorado em Psicologia pela Universidade São Francisco (USF). Doutora em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - SP com período de estágio doutoral na Universidade de Salamanca, na Espanha. Mestrado e Graduação em Psicologia também pela PUC-Campinas. É coordenadora do Laboratório de Avaliação Psicológica da UFTM. Foi membro da Comissão Consultiva de Avaliação Psicológica (CCAP/CFP - 2023-2025) e membro do Grupo de Trabalho Psicologia Positiva e Criatividade da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia (ANPEPP). Atua sobre os principais temas: avaliação psicológica inclusiva, justiça social, pessoas com deficiência.
RESUMO
A Psicologia Positiva dedica-se ao estudo científico das potencialidades humanas, dos recursos psicológicos positivos e dos fatores que promovem o bem-estar e o funcionamento saudável. Nos últimos anos, esse campo tem ampliado seu escopo ao dialogar com perspectivas críticas, inclusivas e socialmente comprometidas, reconhecendo a influência dos contextos sociais, culturais e estruturais sobre o desenvolvimento humano. Nesse cenário, torna-se especialmente relevante discutir a Psicologia Positiva aplicada às pessoas com deficiência, grupo historicamente minorizado que vivencia barreiras físicas, atitudinais e institucionais, além de preconceito e exclusão social, com impactos significativos sobre a saúde mental e a participação social. O presente minicurso tem como objetivo capacitar os participantes a compreender e aplicar fundamentos teóricos e práticos da Psicologia Positiva no contexto das deficiências, enfatizando a promoção de potencialidades, a inclusão social e práticas psicológicas éticas e não rotuladoras. Ao final do curso, espera-se que os participantes sejam capazes de reconhecer a deficiência a partir de uma perspectiva biopsicossocial e da diversidade humana, identificar e valorizar forças psicológicas, recursos pessoais e contextuais, bem como refletir criticamente sobre práticas tradicionais que desconsideram as especificidades dessa população. O conteúdo do curso abrangerá conceitos centrais da Psicologia Positiva contemporânea, como forças de caráter, autoestima, autoeficácia, bem-estar subjetivo e sentido de vida, articulados às discussões sobre deficiência, inclusão e justiça social. Serão discutidas estratégias avaliativas e interventivas sensíveis à diversidade, além da apresentação de resultados de pesquisas recentes na área. Conclui-se que o minicurso contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional dos participantes ao ampliar o olhar sobre a deficiência para além de limitações, promovendo uma atuação psicológica comprometida com a inclusão, a equidade e o reconhecimento das potencialidades humanas.
RESUMO
O curso tem como objetivo desenvolver profissionais e ajudar organizações de trabalho a compreender, diagnosticar e intervir nos riscos psicossociais presentes no ambiente laboral, promovendo saúde mental, engajamento, bem-estar e conformidade legal à luz da Psicologia Positiva. A NR1 é a norma regulamentadora base de toda a legislação brasileira de Segurança e Saúde no Trabalho (SST), estabelecendo princípios, responsabilidades e diretrizes que orientam empregadores e trabalhadores na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Atualmente, a NR 1 amplia o olhar para além dos riscos físicos, reconhecendo a importância de riscos psicossociais, como estresse, assédio, sobrecarga e fatores organizacionais, incentivando ações preventivas que promovam saúde mental, bem-estar e ambientes de trabalho mais seguros e sustentáveis. Com base no Modelo de Recursos e Demandas do Trabalho (JD-R), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, esse curso analisa como o equilíbrio entre demandas (carga mental excessiva, estresse, pressão por resultados, conflitos, assédio) e recursos (autonomia, suporte social, feedback, desenvolvimento de habilidades) influencia diretamente o bem-estar e o desempenho dos trabalhadores. Demandas excessivas podem gerar estresse, enquanto que os recursos colaboram para a experiência de engajamento e bem-estar no trabalho. Sob essa perspectiva da Psicologia Positiva, o curso propõe estratégias práticas, que podem ser aplicadas por profissionais de diferentes áreas, para fortalecer recursos do trabalho que favorecem engajamento, bem-estar e desempenho sustentável, como retorno sobre a performance, uso de múltiplas habilidades, suporte de lideranças, equilíbrio entre desafios e competências, significado da tarefa e colaboração espontânea entre equipes. O curso orienta, ainda, a aplicação dessas ações em consonância com a Norma Regulamentadora NR 1, apoiando o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e a construção de ambientes mais seguros, saudáveis e produtivos.
É docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e titular da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas). É pesquisadora do grupo de pesquisa Psicologia Crítica e Processos de Desenvolvimento em Contexto Escolar e Comunitário do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUC-Campinas. É Doutora (2014) e Mestre (2008) em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2014). É Especialista em Psicologia Clínica (Conselho Federal de Psicologia, 2005), Especialista em Terapia de Família e Casal (Domus, 2004) e Psicóloga pela PUCRS (2001). É Editora Associada da Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa (Universidade de Brasília) desde 2019 e da Revista Estudos de Psicologia (Campinas) desde 2020. Atua na área de Psicologia do Desenvolvimento, com ênfase em desenvolvimento do adolescente e construção do projeto de vida.
RESUMO
A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano marcada por intensas transformações e pela construção de significados sobre si e sobre o mundo. As concepções sobre essa fase envolvem o conjunto de crenças e estereótipos socialmente compartilhados, os quais influenciam tanto a forma como os adolescentes são percebidos quanto como vivenciam essa etapa. Visões depreciativas podem reforçar estereótipos negativos e impactar o desenvolvimento psicológico e social dos jovens. Além disso, a cultura molda as concepções sobre adolescência e, no contexto brasileiro, a diversidade socioeconômica contribui para a existência de múltiplas “adolescências”, de modo que diferentes contextos comunitários influenciam as experiências e interpretações construídas pelos próprios adolescentes. O minicurso enfocará a abordagem do Desenvolvimento Positivo do Jovem (DPJ) como referencial teórico e aplicado para a compreensão da adolescência. O DPJ é uma perspectiva que concebe adolescentes como sujeitos ativos, dotados de potencialidades, competências e recursos que podem ser fortalecidos em contextos familiares, escolares e comunitários. Em oposição a modelos centrados exclusivamente em déficits e comportamentos de risco, essa abordagem enfatiza a promoção de competências sociais, emocionais e cognitivas, o estabelecimento de vínculos positivos, o engajamento construtivo e a contribuição social. Serão discutidos fundamentos teóricos sobre concepções de adolescência, evidências empíricas recentes e implicações práticas do DPJ para pesquisa, intervenção e formulação de políticas públicas. O objetivo é fomentar uma compreensão crítica e contextualizada das múltiplas realidades juvenis, contribuindo para práticas mais sensíveis, inclusivas e promotoras do desenvolvimento saudável.
Psicóloga (CRP: 06/69391), idealizadora da Educação Emocional Positiva, programa psicoeducacional de competências socioemocionais e habilidades para o bem estar presente em todos os estados brasileiro e em alguns países como Chile, Argentina, EUA, Japão, Portugal e outros. Autora e co-autora de mais de 30 livros nas temáticas de psicologia positiva, terapia cognitiva e educação emocional. Especialista em Psicologia Clínica e Medicina Comportamental pela Unifesp. Possui pós graduação em Gestão Emocional nas Organizações - CEB Cultivating Emotional Balance, pelo Hospital Israelita Albert Einstein e Santa Bárbara Institute for Consciousness Studies. Possui experiência consistente de mais de 20 anos em atendimento clínico de crianças, adolescentes, adultos e grupos. Supervisora clinica, e mentora na elaboração de currículos socioemocionais, recursos e jogos terapêuticos.
RESUMO
A ideia de que perdoar faz bem sai das explicações religiosas para ganhar espaço nas pesquisas realizadas em Psicologia Positiva e consolidar-se como uma disciplina científica rigorosa, integrando dimensões afetivas, cognitivas e comportamentais. Abandonando as abordagens genéricas que efetivamente não ajudam, a PP adota uma postura para investigar intervenções baseadas em evidências que mitigam o impacto deletério do estado de não-perdão e os altos benefícios do ato de perdoar. Fisiologicamente, essa prática revela-se vital, pois a redução da reatividade cardiovascular e a modulação dos níveis de cortisol comprovam que o perdão atua como uma estratégia de enfrentamento (coping) crucial para a longevidade e a saúde integral. Socialmente, é possível compreender que a reconciliação é um mecanismo evolutivo inerente à preservação de vínculos valiosos, fornecendo o arcabouço para práticas modernas de estabilidade coletiva, como a justiça restaurativa. O curso visa capacitar o profissional a discernir tecnicamente entre o perdão decisional, focado em intenções de comportamento, e o perdão emocional, que exige uma substituição genuína de afetos negativos por sentimentos pró-sociais, conhecer o circuito do perdão no cérebro, os malefícios do não-perdão, mitos e verdades sobre o tema. Essa jornada pedagógica almeja, não apenas desconstruir ciclos de vingança, mas também oferecer ferramentas práticas para se promover o florescimento humano em contextos diversificados. Ao compreender a ciência do perdão, o profissional posiciona-se definitivamente na vanguarda da saúde mental, convertendo experiências negativas em oportunidades reais de crescimento pós-traumático e maturidade emocional. Tal competência técnica equipa o participante para facilitar a cura de feridas emocionais, potencializar a eficácia clínica, a resiliência pessoal e atuar em diversos contextos. As pesquisas são categóricas, perdoar melhora a saúde física, emocional e social; e a capacidade de perdoar está disponível a todos, independente de classe social, por isso a importância desse tema em congressos científicos.
Doutor em Psicologia, com especialização em Psicologia Positiva, Florescimento Humano e Educação Sócioemocional. Diretor do Centro Latino-Americano de Psicologia Positiva Aplicada (CELAPA). Atua como docente na Universidad del Sinú (Colombia) e no CELAPA. Suas áreas de pesquisa são bem-estar, liderança e desenvolvimento humano.
RESUMO
Human flourishing has emerged as a central construct in contemporary positive psychology, integrating contributions from wellbeing science, affective neuroscience and social sciences. Research over the past decades has demonstrated that socio-emotional competencies such as empathy, compassion, cooperation, respect and positive relationships play a crucial role in promoting mental health, resilience and life satisfaction in individuals and communities. Several theoretical models have contributed to the scientific understanding of wellbeing, including Seligman’s PERMA model, Ryff’s psychological wellbeing framework, Keyes’ concept of social wellbeing and Lyubomirsky’s evidence-based interventions for sustainable happiness. In parallel, advances in neuroscience have highlighted the neurobiological foundations of positive emotions and prosocial behavior, emphasizing the role of social connection, emotional regulation and cooperative processes in human flourishing. The objective of this course is to provide participants with a practical toolkit to design, implement and evaluate socio-emotional programs aimed at promoting human flourishing in diverse community contexts such as educational institutions, organizations and local communities. The course will introduce the scientific foundations of wellbeing, explore the neuroscience of emotions and prosocial behavior, and present evidence-based interventions for developing socio-emotional competencies and strengthening positive relationships. Participants will also learn how to structure intervention projects using a competency-based approach and how to evaluate their impact using validated wellbeing measures. The course combines theoretical input, experiential exercises and collaborative design activities that allow participants to translate scientific knowledge into practical interventions. By the end of the course, participants will have developed conceptual understanding and applied tools to promote wellbeing, positive relationships and flourishing communities in professional practice.